quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O Mito da Caverna de Platão




Essa postagem vai ser para explicar o nome do blog. Acho que vocês já ouviram falar do Mito da Caverna de Platão, mas se por acaso não, entrem aqui: http://scm2000.sites.uol.com.br/mitodacaverna.html . Vou fazer um pequeno resumo do que consiste esse mito.
           
Dentro de uma caverna, gerações e gerações viveram presas, imóveis, podendo enxergar somente as sombras que se formavam na parede à sua frente. Essa sombra vinha dos homens que passavam por trás dos aprisionados, carregando animais, objetos entre outras coisas. Já que durante toda a sua vida os homens presos só viram as sombras e viveram sob aquela luz fraca, eles acreditavam que aquelas eram as coisas propriamente ditas, e aquela era a maior luminosidade existente.
O que aconteceria se um dos prisioneiros fosse libertado? Ele sairia da caverna, e veria o resto do mundo, veria as coisas como elas realmente são, veria a luz do sol. Então ele voltaria à caverna e contaria aos seus companheiros o que ele vira, e que lá fora havia um mundo que eles não conheciam. Ele tentaria libertá-los e levá-los para fora. E os outros presos, o que fariam? O gozariam, diriam que ele é louco, e que aquilo era bobagem. Caso ele insistisse, seria violentamente reprimido, e caso persistisse, os outros terminariam por matá-lo.
           
Da primeira vez que li esse mito, a primeira coisa que me veio a cabeça foi: "Como vou saber se o mundo que vejo é a parte de dentro ou de fora da caverna?" E então percebi que para não arriscar estar vivendo acorrentada na caverna, preciso conhecer, descobrir, desvendar o mundo. Não posso acreditar no que me mostram, no que me dizem ser verdade. Preciso analisar o que me é dado, e tirar minhas próprias conclusões. Preciso eu mesma ver a luz do sol, e me certificar de que o que vejo não é só a penumbra. Não quero viver me enganado e fechando meus olhos perante a realidade. Não quero fingir que não sei que muitas coisas são apenas sombras, e não a verdade. Não quero, e não vou viver dentro da caverna.
Alguns, que vivem dentro da caverna, não aceitam o mundo como ele é, não acreditam que há mais do que eles vêem, muitos acham mais confortável, mais fácil ficar preso lá dentro. Muitos aceitam a mentira e fazem dela a verdade, se enganado e se cegando. 
É escolha de cada viver dentro ou fora da caverna, viver ou não na mentira e na penumbra.

Minha caverna, minhas sombras, depende de mim desmanchá-las e olhar para trás. Depende de mim me levantar e sair.

Por acaso, o que você vê não são sombras?

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