
Essa postagem vai ser para explicar o nome do blog. Acho
que vocês já ouviram falar do Mito da Caverna de Platão, mas se por acaso não,
entrem aqui: http://scm2000.sites.uol.com.br/mitodacaverna.html .
Vou fazer um pequeno resumo do que consiste esse mito.
Dentro de uma caverna, gerações e gerações viveram
presas, imóveis, podendo enxergar somente as sombras que se formavam na parede
à sua frente. Essa sombra vinha dos homens que passavam por trás dos
aprisionados, carregando animais, objetos entre outras coisas. Já que durante
toda a sua vida os homens presos só viram as sombras e viveram sob aquela luz
fraca, eles acreditavam que aquelas eram as coisas propriamente ditas, e aquela
era a maior luminosidade existente.
O que aconteceria se um dos prisioneiros fosse
libertado? Ele sairia da caverna, e veria o resto do mundo, veria as coisas
como elas realmente são, veria a luz do sol. Então ele voltaria à caverna e
contaria aos seus companheiros o que ele vira, e que lá fora havia um mundo que
eles não conheciam. Ele tentaria libertá-los e levá-los para fora. E os outros
presos, o que fariam? O gozariam, diriam que ele é louco, e que aquilo era
bobagem. Caso ele insistisse, seria violentamente reprimido, e caso persistisse,
os outros terminariam por matá-lo.
Da primeira vez que li esse mito, a primeira coisa que me
veio a cabeça foi: "Como vou saber se o mundo que vejo é a parte de dentro
ou de fora da caverna?" E então percebi que para não arriscar estar vivendo
acorrentada na caverna, preciso conhecer, descobrir, desvendar o mundo. Não
posso acreditar no que me mostram, no que me dizem ser verdade. Preciso
analisar o que me é dado, e tirar minhas próprias conclusões. Preciso eu mesma
ver a luz do sol, e me certificar de que o que vejo não é só a penumbra. Não
quero viver me enganado e fechando meus olhos perante a realidade. Não quero
fingir que não sei que muitas coisas são apenas sombras, e não a verdade. Não
quero, e não vou viver dentro da caverna.
Alguns, que vivem dentro da caverna, não aceitam o mundo
como ele é, não acreditam que há mais do que eles vêem, muitos acham mais
confortável, mais fácil ficar preso lá dentro. Muitos aceitam a mentira e fazem
dela a verdade, se enganado e se cegando.
É escolha de cada viver dentro ou fora da caverna, viver
ou não na mentira e na penumbra.
Minha caverna, minhas
sombras, depende de mim desmanchá-las e olhar para trás. Depende de mim me
levantar e sair.
Por acaso, o que você
vê não são sombras?